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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Prisma 1.0 cai como uma luva na cidade

“Novo Prisma, o sedã esportivo da Chevrolet”. Com essa referência, a GM apresentou a segunda geração do carro, que foi lançado em 2006 como configuração sedã do Celta. Agora derivado do Onix – o substituto do Corsa –, o modelo passa longe de qualquer pretensão esportiva. Entretanto, a evolução para o antecessor é evidente. E não poderia ser diferente. Afinal, seu principal concorrente, o Hyundai HB20S, chegou com ampla lista de equipamentos e um frescor que a maioria dos demais rivais fica devendo.

Grade bipartida com barra central ostentando a gravata
dourada na dianteira, a assinatura de design da marca
Com bloco 1.0, o veículo se mostra adequado para o uso urbano. O propulsor de 80 cv a 6.400 rpm e 9,8 kgfm a partir de 5.200 rpm – números obtidos com etanol no tanque – não oferece um desempenho empolgante, mas também não deixa o motorista na mão. A transmissão manual de cinco marchas trabalha com suavidade, assim como a suspensão. O 0 a 100 km/h é cumprido em 12,7 segundos, conforme a GM. Melhor do que tudo isso, porém, é o consumo. A configuração avaliada fez 9,8 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada.

Em relação ao antigo, o atual Prisma tem entre-eixos 9 cm maior, é 7 cm mais largo, 16 cm mais comprido e carrega 61 litros de bagagem a mais. O acabamento é outro ponto melhorado. O interior conta com recursos como o velocímetro digital e, opcionalmente, o sistema Mylink (mais sobre ele no destaque ao lado).


Pneus de baixa resistência ao rolamento ajudam a beber menos
A versão testada, LT 1.0, por R$ 34.990,00, traz sensor de estacionamento, direção-hidráulica, freios com ABS/EBD e duplo airbag como principais equipamentos. Há também travamento automático das portas a 15 km/h. Os faróis permanecem acesos após o desligamento da unidade de força e o travamento das portas e fazem o caminho inverso, acendendo automaticamente com o destravamento das portas pelo controle remoto. Com 500 litros, o porta-malas possui abertura elétrica pela chave.

A configuração topo, com propulsor 1.4, tem tudo isso mais faróis de neblina dianteiros, vidros traseiros e espelhos retrovisores com controle elétrico, computador de bordo e rodas de alumínio aro 15.

Coluna de direção do novo três-volumes da Chevrolet conta
com ajuste de altura
Fonte: Redação - Jornal A Tribuna, http://www.atribuna.com.br, acessado em: 29/05/13.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Conheça os carros de 'Velozes e furiosos 6', que estreia nesta sexta

Sexto filme da franquia estreia nesta sexta (24).
Ford Escort 74 e Dodge Charger Daytona 69 são destaques.


Ford Escort RS2000 1974 de Velozes e Furiosos 6 (Foto: Divulgação)
O sexto filme da franquia "Velozes e Furiosos" tem estreia mundial nesta sexta-feira (24) e retoma a receita de mesclar carros clássicos e outros recentes, muitas vezes personalizados.
Entre as estreias desta sequência, que começa em uma praia na Espanha, estão o Ford Escort RS2000 1974, Dodge Charger Daytona 1969 e o Subaru Impreza WRX 2009.
Escort RS2000 marcou o último ano da primeira
geração do modelo (Foto: Divulgação)
Ford Escort RS2000 1974
O Ford Escort surgiu pela primeira vez no mundo automotivo em 1968, na Inglaterra, como substituto do Anglia, em atividade desde a década de 40. Somente a 1ª geração do modelo, que foi até 1974, vendeu mais de 2 milhões de unidades produzidas.
Tecnicamente, o Escort de primeira geração se destacava por usar tração traseira, câmbio manual de quatro marchas e ser o 1º compacto da Ford a usar uma direção do tipo pinhão e cremalheira. A versão RS1800 (de Rally Sport) ganhou fama pelo bom desempenho em provas de rali, em especial pela vitória, com o piloto finlandês Hannu Olavi Mikkola, na World Cup Rally de 1970, que ia de Londres ao México.
Já o RS2000 1974, um dos protagonistas da 6ª edição de “Velozes e Furiosos“, foi uma oferta ainda mais apimentada do RS1600 e marcou o último ano da primeira geração.
No Brasil, o Escort chegou em 1983, já na sua terceira geração – seguindo até 2003, na quinta geração.
Charger Daytona 1969
Dodge Charger Daytona 1969 (Foto: Divulgação)
No "Velozes e Furiosos 6", o protagonista Dominic "Dom" Toretto, interpretado pelo ator Vin Diesel, troca seu Dodge Charger 1970 por um Charger Daytona 1969. A história do esportivo começa nas pistas: naquele ano, a Nascar (equivalente a Stock Car brasileira) decidiu que todo modelo que corresse na categoria deveria estar disponível também para o público. Com essa meta, a Dodge criou a versão Daytona do já lendário Charger.

Dodge Charger Daytona 1969 (Foto: Divulgação)
Após sair do túnel de vento – equipamento usado para aprimorar a aerodinâmica – o Charger Daytona ganhou um apêndice frontal, que adicionou 46 cm ao comprimento total do veículo.
Resolvida a questão do downforce, a traseira do carro ainda era instável. Daí surge o enorme aerofólio de 58 cm de altura, que rendeu ao Charger Daytona o apelido de “wing car” (“carro alado”).
Apenas 503 unidades do Charger Daytona foram produzidas, equipadas com um bloco 7.2 V8 de 375 cv (440 Magnum) ou um 7.0 V8 de 425 cv (426 Hemi). Em 1971, após domínio completo do Charger Daytona nas pistas, a Nascar mudou o regulamento da competição e o baniu das corridas.
Subaru Impreza WRX
Os carros japoneses têm grande participação na franquia "Velozes e furiosos". O maior representante nipônico neste sexto capítulo é o Subaru WRX 2009, que nesta versão tem um motor 2.0 turbo de 265 cv, câmbio manual de cinco marchas e a habitual tração integral.
O mítico nome Impreza surgiu em 1992, no Japão, e, aos poucos, foi ganhando uma legião de fãs ao redor do mundo. Na primeira geração, o modelo era oferecido nas versões sedã e perua – na segunda e atual, o hatch aposentou a perua.
Subaru Impreza WRX 2009 (Foto: Divulgação)
Fonte: G1 - São Paulo, http://g1.globo.com, acessado em: 27/05/13.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

As marcas de carros que mais dão dor de cabeça ao brasileiro

Levantamento mostra que chinesas Chery e JAC têm volume maior de reclamações em site que a média do setor. Fiat e Toyota são as menos problemáticas

É sabido que as telefônicas são as empresas com mais reclamações dos consumidores. No site Reclame Aqui, por exemplo, elas ocupam quatro dos cinco primeiros lugares em número de reclamações. Mas e as montadoras? Não estão entre as maiores, mas há situações bem diversas.
Para tentar mostrar quem são as melhores e piores no pós-venda, iG pesquisou a quantas anda a satisfação dos clientes das 20 marcas mais vendidas no Brasil. Sem acesso ao SAC dos fabricantes e ao Procon, o órgão governamental de defesa do consumidor, a alternativa foi levantar os dados do site Reclame Aqui, uma ferramenta on-line que existe há uma década e é, por assim dizer, a opção seguinte de quem não consegue resolver seus problemas com concessionárias, fabricantes ou o Procon.
Mas apenas levantar essa informação não traria um quadro claro sobre o assunto, afinal enquanto uma Volkswagen tem quase 2 mil reclamações nos últimos 12 meses, a Audi registrou 52 clientes insatisfeitos no site. No entanto, o volume de vendas delas é completamente desproporcional. Por isso decidimos encontrar um divisor para colocá-las sob a mesma ótica, no caso, as vendas entre maio de 2012 e abril de 2013. O resultado é uma amostra aproximada da imagem de qualidade que essas montadoras possuem atualmente no Brasil.
Chineses na lanterna
O “índice de reclamações” apontou a chinesa Chery como a marca com mais reclamações em relação aos seus emplacamentos. Nada menos que 5,4% dos clientes acabam apelando para o Reclame Aqui. Por esse critério, a cada 19 veículos da Chery emplacados um proprietário registra reclamação na internet.
Depois da Chery, vem outra chinesa, a JAC. A marca, que chegou ao País com a chancela do apresentador Fausto Silva, tem uma reclamação a cada 32 veículos emplacados. No caso da Chery, a maioria dos registros aponta a falta de peças de reposição, um problema comum nas marcas importadoras, enquanto a JAC sofre com o pós-venda deficiente. Não se trata de uma coincidência. As marcas chinesas ainda estão um passo atrás das concorrentes em satisfação do consumidor. Para reforçar essa impressão, também analisamos o caso da marca Lifan, a desconhecida fabricante do 320, aquele modelo que é uma cópia do Mini Cooper. O número é mais impressionante: a cada nove carros emplacados, uma reclamação no site Reclame Aqui.
Perguntamos as duas montadoras a razão de tanta insatisfação. A Chery respondeu que reformulou sua central de atendimento e tem procurado atender todas as reclamações postadas no Reclame Aqui, mas não explicou o por quê do número tão elevado. A JAC acredita que está mais suscetível a reclamações diante do desconhecimento da marca. Sobre as reclamações, “entendemos que o cliente não se importa com o problema em si, mas que tenhamos a solução”, disse a assessoria da marca.
Marcas de luxo
Entre as 20 marcas mais vendidas existem hoje quatro consideradas “premium”: Mercedes-Benz, BMW, Audi e Land Rover. E seus resultados não foram tão bons como se esperaria. A BMW teve a pior relação entre elas, com uma reclamação a cada 105 veículos vendidos contra uma média de 145 das demais. No geral, tanto elas como outras empresas que só importam carros acabam pagando pela falta de peças e a demora em resolver o problema dos clientes.
Já a Hyundai teve um índice ruim, de 84 carros para cada reclamação, por culpa do HB20. Como a demanda está alta, a demora em receber o carro fez aumentar o número de clientes insatisfeitos no site. A Nissan experimentou situação semelhante: a dificuldade em importar os compactos March e Versa, mas há muitos relatos de falta de peças e problemas com a garantia.
As francesas, cuja imagem ruim de pós-venda persiste, tiveram resultados diferentes. Mesmo com produtos mais baratos, a Renault teve um índice bom, de 172 carros para cada reclamação. Já a Citroën, que cultiva um ar “premium”, foi a pior delas, com uma reclamação a cada 87 vendas. A Peugeot, por outro lado, confirmou que está preocupada com seus clientes. Embora tenha uma taxa alta de reclamação, de 99 carros para cada registro no site Reclame Aqui, tentou resolver as questões de quase todos esses consumidores.
Os melhores
Pelo que se ouve no mercado, Toyota e Honda seriam as marcas com menos problemas em seus carros e, de fato, o levantamento do iG atesta essa impressão. A Honda teve uma reclamação a cada 408 carros vendidos, excluindo daí os registros que constam no site, mas que se referem a motos e até roçadeiras (!). A Toyota foi além: apenas uma pessoa registrou reclamação a cada 500 carros emplacados pela marca nos últimos doze meses. E a média caiu por causa do compacto Etios, que ampliou o público da empresa e, naturalmente, ainda apresenta alguns percalços comuns no início de fabricação. A montadora japonesa também possui a melhor nota dos usuários do site, com uma taxa de 97% de retornos das reclamações.
A surpresa é que o cruzamento dos emplacamentos e o número de reclamações apontou a Fiat como a marca com o menor índice de reclamações, apenas um cliente insatisfeito a cada 514 veículos emplacados pela montadora italiana. Com produtos mais acessíveis e uma rede de concessionárias imensa, a marca poderia ter mais dificuldade em manter uma boa imagem perante seus clientes. Curiosamente, a Fiat não se dá ao trabalho de responder os internautas que registram reclamações no site. Parece que nem isso tira os donos de modelos Fiat do sério.
Fonte: Ricardo Meier  - IG Carros, http://carros.ig.com.br, acessado em: 24/05/13.