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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Surdo pode dirigir, mas deve usar adesivo em carro


No Brasil há cerca de 10 mil motoristas com deficiência auditiva. Reportagem do programa AutoEsporte aborda a questão.

No Brasil, há cerca de 10 mil motoristas surdos, e eles foram tema de reportagem do programa AutoEsporte neste domingo (9).
Para acessar o vídeo clique aqui.
Quem tem deficiência auditiva pode obter a carteira de habilitação, uma vez que o principal sentido exigido para essa prática é a visão. Porém, é necessário que o motorista que não ouve utilize um adesivo no veículo com o símbolo internacional de surdez -uma exigência pouco conhecida.
O símbolo serve para alertar os demais motoristas de que o condutor do veículo é portador de deficiência auditiva, o que gera maior segurança e respeito à condição especial do condutor no trânsito.
A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) orienta sobre como obter o adesivo; veja como entrar em contato pelo site www.feneis.org.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Um Cobra em tributo a outro


Da Redação | Site Jornal A Tribuna
A Ford, em conjunto com a Shelby American, apresentou o Shelby GT500 Cobra 2013, um modelo de 860 cv de potência que presta tributo a Carroll Shelby, o maior preparador de veículos da marca, falecido há dois meses, aos 89 anos.

O carro foi revelado por Edsel Ford II, membro do Conselho da Ford, Jim Farley, vice-presidente de Vendas e Marketing, e John Luft, presidente da Shelby American, nos Estados Unidos. “Carroll era uma inspiração”, disse Farley. “Este ano marca o 50 aniversário do Shelby Cobra original. O carro que criamos representa a ideia que ele tinha de transformar o Shelby GT500 em um verdadeiro Cobra”.

Usando como base um Shelby GT500 2013, os amigos de Carroll criaram um Mustang Cobra exclusivo que gera mais de 860 cv com a ajuda de um supercharger de 4 litros da Ford Racing. Despejar toda essa potência na pista exige muita tração, por isso as rodas traseiras com bitola de 13 polegadas são calçadas com pneus 345 de alta performance.

A Ford trabalhou em parceria no desenvolvimento de vários componentes. A Shelby American forneceu o capô e o kit traseiro da carroceria, os freios e as rodas. A pintura na cor azul com faixas brancas homenageia os roadsters Cobra dos anos 1960.

Rebatizado

A Ford anunciou também que rebatizou seu Centro de Desenvolvimento do Produto em Dearborn, Detroit, com o nome de Carroll Shelby.

Shelby GT500 Cobra 2013 chega para comemorar os 50 anos do lançamento do primeiro Cobra

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Honda relança Biz carburada para tristeza de moradores de cidades frias

Aldo Tizzani | Da Infomoto
Site UOL

Honda reedita Biz com motor de 100cc e carburador: simplicidade para conquistar mulheres


Para o historiador e filósofo norte-americano Henry David Thoreau, a chave para a felicidade estava na simplicidade de "ter apenas o necessário”. Ao que parece, essa foi a receita da Honda ao lançar a Biz 100 2013. 
Segundo a fabricante, o foco do relançamento da motocicleta foi em quem busca economia, praticidade e baixo custo de manutenção. Da antecessora, a Biz 100 2013 herdará sua fama de resistente e quase indestrutível -- foram mais de 10 anos de produção e mais de um milhão de C 100 Biz emplacadas, por isso, até hoje, é tão fácil encontrar uma remanescente em nossas ruas.
A NOVA
A semelhança da nova Biz 100 com a anterior, a Biz 125, é tão grande que ninguém na rua notou que tratava-se do modelo 2013. A boa notícia é que as semelhanças são só visuais.
O novo motor de 97,1 cm³ de capacidade cúbica -- praticamente o mesmo que equipa a Honda Wave no exterior -- tem que girar alto para manter uma velocidade compatível com nossas estradas. A versão ES (de partida elétrica) avaliada superou os 100 km/h no velocímetro e, em algumas descidas, mostrava entusiasmo para chegar a 120 km/h. Para isso, era preciso manter punho torcido enquanto o pequeno propulsor trabalhava na casa dos 7.000 giros buscando sua potência máxima de 6,4 cv.
Nessa situação, o piloto sente a vibração do motor nas pedaleiras e também nas manoplas. Apesar do ritmo frenético, o baixo consumo foi o destaque: pouco mais de 42 km/litro e uma autonomia superior a 230 quilômetros -- o tanque de combustível tem 5,5 litros.
PEGA NO FRIO?
Contudo, é na cidade que a Biz se sente em casa, pois o motor (alimentado exclusivamente com gasolina) pode trabalhar em ritmo mais lento, já que o torque máximo de 0,7 kgfm aparece logo aos 4.000 giros. Não foi preciso trocar as marchas de forma excessiva para manter o giro do motor, pois o câmbio rotativo de quatro marchas se mostrou bem escalonado.
Para os iniciantes, a embreagem centrifuga (que acopla os discos de embreagem com o aumento do giro do motor) é uma grande aliada, pois a moto não corre o risco morrer nas saídas de farol, por exemplo. Na condição urbana, o consumo melhorou para 49 km/l.

Mas nem tudo é alegria. Em dias frios, o piloto sentirá falta da injeção eletrônica e precisará de paciência para um pequeno -- e clássico -- ritual: abrir a torneira de combustível, acionar o afogador, ligar a moto, esperar que o motor atinja a temperatura de trabalho e fechar o afogador.

Enquanto o processo acima é feito, o motociclista poderá ajeitar seus pertences sob o banco, onde cabe até um capacete fechado. Lá também está alojado um modesto estojo de ferramenta. Outra caraterística que faz dessa moto a segunda mais simples do line-up da Honda, perdendo apenas para a Pop, é a ausência do dispositivo de segurança no miolo da chave, chamado shuttle key.
EQUIPAMENTOS
Na busca pelo menor preço e baixo custo de manutenção, o modelo usa freios a tambor nas duas rodas. Embora a Biz não seja uma motocicleta de alto desempenho, esse tipo de freio não tem a mesma eficiência que o freio a disco, portanto o piloto deve ficar atento aos espaços necessários de frenagem.
Na ciclística, o chassi monobloco construído com tubos de aços e as suspensões reforçadas garantem que a Biz terá vida longa, apesar dos buracos de nossas ruas. Equipada com rodas raiadas, a pequena da Honda usa pneu 60/100 17 na dianteira e 80/100 14 na traseira. As medidas são estreitas, mas adequadas as necessidades e os pneus também têm baixo custo de manutenção (R$ 106 o dianteiro e R$ 126 o traseiro).
Destinada a calouros, a nova Biz também tem pela frente o desafio de empolgar as mulheres. Essa fatia de consumidores, segundo dados da Fenabrave, responde por mais de 25% das vendas de moto. Para isso, a fabricante oferece a cor rosa metálica, disponível apenas na versão com partida elétrica (ES). 
Nesta categoria, preço é fundamental para o sucesso do produto. A Honda sabe disso: a versão KS (partida a pedal) custa R$ 5.100 e a ES (partida elétrica) sai por R$ 5.700.

FICHA TÉCNICA: HONDA BIZ 100 2013

Motor:Monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar.
Potência:6,4 cv a 7.000 rpm.
Torque:0,7 kgfm a 4.000 rpm.
Câmbio:Quatro marchas.
Alimentação:Carburador com 15,9 mm de diâmetro.
Tanque:5,5 litros (1,5 litro de reserva).
Suspensão:
Garfo telescópico com 100 mm de curso (dianteira).
Braço oscilante com 86 mm de curso (traseira).
Freios:A tambor com 130 mm de diâmetro (dianteiro).
A tambor com 110 mm de diâmetro (traseiro).
Chassis:Monobloco
Peso:99 kg.